Vereador Admir Ferro




A quem interessa jogar bombas na Policia?

Admir Ferro

Todos sabem: o tsunami de manifestações que tomou conta do país começou em São Paulo. O que poucos sabem é que a violência – e seus desdobramentos - não começou com a polícia paulista, como alguns setores insistem em tentar fazer crer.

A violência teve inicio quando alguns poucos, infiltrados na multidão, resolveram, de modo truculento, apelar à violência, na esteira da reivindicação de revogação do reajuste de 20 centavos na tarifa dos ônibus, trens e metrô. Antes do fatídico dia 13 de Junho houve três enfrentamentos de manifestantes com a Polícia Militar, que cumpriu sua missão constitucional de manter a ordem pública e garantir o direito de ir e vir das demais pessoas.

No dia 11 de junho, um policial militar foi linchado. Algumas TVs registraram a cena do policial sendo socorrido. Simultaneamente, apareceram os coquetéis molotov (artefato explosivo de fabricação caseira). No entanto, a imagem do policial ensangüentado foi esquecida.

 Os três protestos realizados antes do dia 13 já tinham sido notoriamente violentos por parte de setores que a imprensa passou a denominar de “minorias”.
Tudo leva a crer que havia um preparo para o confronto e pancadaria do dia 13, quando teve início a demonização da PM paulista. Algo que ocorreu num momento em que o governador Geraldo Alckmin estava fora do País, na França, defendendo a candidatura da capital paulista para
sede da Expo 2020, uma das maiores feiras de eventos do mundo. O governador de plantão, comandante de fato da PM era o vice Guilherme Afif Domingos, também ministro da presidente Dilma.

Até o dia 13, não se ouviram vozes contra a baderna e violência praticada pela minoria de manifestantes. Nem do prefeito Haddad, tampouco da imprensa – que esqueceu o policial linchado - e nem de outras instâncias do petismo. Pelo contrário: o que fizeram eles? Resolveram entrar na onda, atacando a polícia.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, chegou a oferecer “ajuda” ao governador Geraldo Alckmin, ainda no dia 13.

O resultado está ai: algo que foi criado para jogar a polícia de São Paulo contra a opinião pública, com o nítido propósito de desgastar a imagem do governador, acabou ganhando amplitude nacional. Incorporou múltiplas bandeiras e empolga multidões. Fez cair por terra a imagem, sustentada através de polpudas verbas publicitárias, de um país feliz com seus governantes. O tiro saiu pela culatra e atingiu muito mais do que o pé de seus idealizadores. O ônus e o desgaste das manifestações, embora tenham atingido parcialmente seu objetivo, acabou recaindo com intensidade “nunca antes vista neste pais” em Haddad, Dilma, seu tutor e seu desgoverno federal.

Admir Ferro, vice presidente do PSDB de São Bernardo do Campo, foi vereador na cidade por seis legislaturas, entre 1998 e 2012.



Escrito por Admir Ferro às 16h28
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